Aplicativo do Einstein

Aplicativo do Einstein

O Hospital Albert Einstein investiu R$ 5 milhões no desenvolvimento de um aplicativo de aprendizado para médicos recém-formados. A ideia surgiu após o Einstein ser convidado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) a ajudar a melhorar a qualidade da formação na área, diante de um cenário em que cerca de metade dos médicos recém-formados é reprovada no exame do CRM.

“Após um teste inicial de nivelamento, o aplicativo mostra as deficiências e fornece um conteúdo didático moldado às demandas do médico”, disse Sidney Kladjner, presidente do Albert Einstein, que alocou 80 de seus médicos no desenvolvimento do aplicativo. O acesso ao conteúdo custa de R$ 600 e R$ 1,2 mil.

Fonte: Valor Econômico

Após saída de cubanos, Mais Médicos tem 1.052 desistências em 3 meses

Após saída de cubanos, Mais Médicos tem 1.052 desistências em 3 meses

Com a retirada do governo de Cuba do programa Mais Médicos em novembro de 2018, mais de 8 mil vagas em hospitais foram abertas. No começo desse ano, 7.057 vagas do Programa foram preenchidas, o que corresponde a 82% de um total de 8.517 posições oferecidas pelo Ministério da Saúde.

Entretanto, cerca de 15% dos médicos brasileiros que entraram no Mais Médicos, após a saída dos cubanos, desistiram de participar do programa nos primeiros três meses. Conforme levantamento da Folha de S.Paulo, algo em torno de 1.052 profissionais que assumiram entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano já deixaram as vagas.

Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte dos abandonos do programa foi registrado em cidades com 20% ou mais da população em extrema pobreza, ou seja, àqueles que mais precisam de atendimento. São 324 desistências, ou 31% do total. Logo atrás desse índice estão capitais e regiões metropolitanas, com 209 desistências, ou 20%.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que as vagas oriundas das desistências “poderão ser ofertadas em novas fases de provimento de profissionais ainda em análise”.

Em audiência no Senado na última semana, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a previsão é enviar ao Congresso um novo projeto para substituir o Mais Médicos ainda neste mês de abril.

O programa

Instituído pela Lei nº 12.871, de outubro de 2013, o Programa Mais Médicos visa a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais.

Conforme o artigo 1º da referida normativa, são objetivos do Mais Médicos:

I – Diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias para o SUS, a fim de reduzir as desigualdades regionais na área da saúde;

II – Fortalecer a prestação de serviços de atenção básica em saúde no País;

III – Aprimorar a formação médica no País e proporcionar maior experiência no campo de prática médica durante o processo de formação;

IV – Ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população brasileira;

V – Fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço, por meio da atuação das instituições de educação superior na supervisão acadêmica das atividades desempenhadas pelos médicos;

VI – Promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais da saúde brasileiros e médicos formados em instituições estrangeiras;

VII – Aperfeiçoar médicos para atuação nas políticas públicas de saúde do País e na organização e no funcionamento do SUS; e

VIII – Estimular a realização de pesquisas aplicadas ao SUS.

Números do programa Mais Médicos

7.120 médicos brasileiros ingressaram em duas rodadas de seleção abertas após o fim da participação de Cuba;

1.052 desses profissionais deixaram as vagas; e

1.397 médicos brasileiros formados no exterior também foram selecionados para o programa.

Seis meses de financiamento para cidades que perderam Mais Médicos

Seis meses de financiamento para cidades que perderam Mais Médicos

Enquanto prepara novo programa de atenção básica para grandes centros, Ministério da Saúde decide seguir repassando recursos para postos

O Ministério da Saúde publicou a portaria nº 475/2019 no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5/4), estendendo para seis meses o prazo de pagamento da verba de custeio repassada às unidades básicas de saúde que perderam profissionais do Mais Médicos em fevereiro passado.

A regra anterior cortava o repasse para o posto se ele ficasse sem médico por mais do que dois meses. Ela precisou ser ampliada depois da mudança feita no Mais Médicos. Desde fevereiro, enquanto o Ministério da Saúde prepara um novo programa, os médicos designados para postos de saúde em locais menos vulneráveis, como os de grandes cidades, ao completar três anos no Mais Médicos (prazo em lei) não vêm tendo o vínculo renovado. Assim, as unidades onde eles atuavam ficariam fora da regra e, portanto, impedidas de receber recursos a partir de meados de abril.

Com a portaria, mesmo sem o médico, a unidade básica conseguirá receber a verba de custeio e outros financiamentos federais. Essa medida foi pedida pelos estados e municípios na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), ocorrida na semana passada.

O Ministério vem mantendo a renovação dos profissionais no programa apenas em cidades mais vulneráveis, em geral pequenas, além dos distritos sanitários indígenas. Nesses locais, além de pagar o salário dos médicos, cerca de R$ 11,8 mil mensais, a Pasta repassa para as equipes que contam com esses profissionais mais R$ 4 mil para custeio.

As cidades que perderam profissionais do Mais Médicos poderão utilizar os recursos também para contratar seus próprios médicos.

RENOVAÇÃO

Como forma de levar o programa Mais Médicos exclusivamente para onde há menor oferta de serviços médicos ou maior vulnerabilidade social, o Ministério resolveu, em fevereiro, não renovar a participação de 347 médicos que haviam sido distribuídos entre 181 municípios nas turmas de janeiro e abril de 2016. Esses médicos estavam em cidades maiores, próximas a capitais e regiões metropolitanas. 

Fora do Mais Médicos, eles poderão se credenciar no futuro no programa que está sendo elaborado para ampliar os serviços de atenção básica à saúde. O Ministério da Saúde lançará o novo programa dentro de algumas semanas.

Fonte: Ministério da Saúde

Estratégia para o Enfrentamento da Hanseníase está em consulta pública

Estratégia para o Enfrentamento da Hanseníase está em consulta pública

Está aberta consulta pública para reunir contribuições de gestores públicos, coordenadores do programa de hanseníase, da Vigilância em Saúde e da Atenção Básica, bem como de representantes da comunidade acadêmica e sociedade civil e demais interessados na elaboração da “Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase – 2019 – 2022”.

As contribuições deverão estar fundamentadas em estudos e materiais científicos ou experiência em serviços que deem suporte às proposições. Tais propostas deverão ser enviadas para o e-mail cghde@saude.gov.br. O documento ficará disponível para sugestões na página http://www.saude.gov.br/consultapublica até o dia 26 de abril de 2019.

O documento é resultado da união de esforços da equipe técnica da Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE/DEVIT/SVS-MS), juntamente com equipe do Departamento da Atenção Básica (DAB/SAS-MS), especialistas da academia e colaboradores sobre o tema. O objetivo é reunir informações que subsidiem o planejamento das ações estratégicas no âmbito das três esferas governamentais, com vistas à redução da carga de hanseníase no Brasil.

A coordenadora do Programa de Hanseníase e Doenças em Eliminação, Carmelita Ribeiro Filha Coriolano, destacou a necessidade desse tipo de contribuição para elaboração da Estratégia. “Nesse momento de elaboração, ressalto a importância das contribuições dos diferentes atores da hanseníase para a robustez do documento”, afirmou.

O documento encontra-se disponível aqui.

Atenção: reajuste de até 4,33% no preço de medicamentos

Atenção: reajuste de até 4,33% no preço de medicamentos

Aprovado pelo Governo Federal, o reajuste de até 4,33% no preço dos remédios começou a valer no dia 31 de março. Diferentemente dos anos passados, o aumento realizado nesse ano de 2019 será direto para todos os medicamentos.

Sua publicação foi realizada em edição extraordinário do Diário Oficial da União (DOU) em decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Tal acréscimo ficou acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o site oficial do IBGE “o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor – SNIPC produz contínua e sistematicamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias.”

O Ministério da Saúde se manifestou acerca do aumento de 4,33% nos preços dos remédios, explicando que sua aplicação não é automática, mas sim uma definição de teto permitido de reajuste, dessa forma, poderá a empresa optar por aplicar o índice total ou menor do que o disposto, diz a pasta que:

“Será uma correção igualitária para os três grupos de insumos: os de maior concorrência, concorrência moderada e concentrada”.

No ano de 2017 o reajuste do preços dos remédios foi de 4,76%, e de 2,84 em 2018.

Monitoramento

Também foi publicada no Diário Oficial extra outra resolução da Cmed, cujo teor dispunha acerca do monitoramento e liberação de critérios para o estabelecimento ou ajuste de preços dos:

  • medicamentos isentos de prescrição médica;
  • medicamentos fitoterápicos;
  • produtos tradicionais fitoterápicos; e
  • anestésicos locais injetáveis de uso odontológico.

Conforme estipulo a resolução, a norma “aplica-se a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado que atuem no mercado de medicamentos, dentre as quais, as empresas produtoras de medicamentos, representantes, distribuidoras de medicamentos e o varejo”.

Dentre outros pontos, a resolução classifica em três grupos os medicamentos passíveis de monitoramento e liberação dos critérios de estabelecimento ou ajuste de preços.