Vacinas: o que são, como são feitas e sua importância

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As vacinas salvaram cerca de milhões de vidas no último século, mas mesmo assim especialistas de saúde de diversos países têm identificado uma crescente recusa em aderir à imunização e isso de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS é algo preocupante.

A existência das vacinas

Anteriormente a existência das vacinas milhões de pessoas morriam anualmente de doenças que atualmente são evitáveis.

Diversas doenças que são consideradas infecciosa e altamente contagiosa, que matava muitas pessoas, passou a ser erradicada devido as vacinas.

Nos últimos anos, a imunização ajudou a reduzir drasticamente o impacto de doenças. Cerca de 2,6 milhões de pessoas morriam, a cada ano, de sarampo no mundo, até que a primeira vacina contra a doença fosse criada, nos anos 1960. A vacinação levou à redução de 80% nas mortes por sarampo entre 2000 e 2017 no planeta, segundo a OMS.

Milhões de crianças corriam o risco real de morrerem ou sofrerem paralisia por conta da poliomielite e hoje em dia, essa doença foi praticamente extinta.

A recusa em aderir as vacinas

A desconfiança em relação as vacinas existem há quase tanto tempo quanto as próprias vacinas modernas.

Antigamente, as suspeitas eram relacionadas à religião, à percepção de que as vacinas não eram higiênicas ou à sensação de restrição à liberdade de escolha.

No Brasil, por exemplo, a Revolta da Vacina de 1904, no Rio de Janeiro, se seguiu à campanha obrigatória de vacina contra a varíola, implementada pelo epidemiologista e sanitarista Oswaldo Cruz.

Antes disso, ainda no século 19, surgiram no Reino Unido as chamadas ligas antivacina, que pressionavam por medidas alternativas de controle de doenças, como o isolamento de pacientes.

Nos anos 1870, o movimento se espalhou aos EUA, após a visita do ativista britânico antivacina William Tebb.

Recentemente, o britânico que mais marcou a história do movimento antivacina é Andrew Wakefield.

Quais são os riscos das vacinas?

Quando uma boa parte da população está vacinada, o resultado é a prevenção da disseminação da doença algo que, por sua vez, dá proteção às pessoas que não desenvolveram imunidade ou que não podem ser vacinadas.

Isso é chamado de imunidade de rebanho. Quando ela deixa de existir, surge um risco de contaminação à população como um todo.

O porcentual da população que precisa ser vacinada para que seja mantida a imunidade varia conforme a doença como, por exemplo, para sarampo, é de 95%.

De acordo com a OMS, a proporção de crianças do mundo que recebe as vacinas recomendadas permanece inalterada, em torno de 85% nos últimos anos,

A organização aborda que as vacinas continuam a prevenir entre 2 milhões e 3 milhões de mortes a cada ano.

Os maiores desafios à vacinação são os países com histórico de conflitos recentes e sistemas de saúde frágeis, como Afeganistão e Angola, locais onde as taxas de imunização estão entre as mais baixas do mundo.

Além disso, a OMS também identificou complacência como uma questão para melhorar os índices de vacinação em países mais estruturados e desenvolvidos de maneira simplificada, as pessoas simplesmente deixam de vacinar porque se esquecem do mal que algumas doenças podem causar.

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