De acordo com o Ministério da Saúde existem novos dados sobre dengue, zika e chikungunya. Até o início do mês abril deste ano, foram 451.685 casos prováveis da doença registrados, um aumento de 339% dos casos de dengue registrados.

Ainda, com base nos dados do ministério, 994 municípios exibem alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya.

Rodrigo Said, Coordenador Geral dos Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes, informou que:

“O ano de 2019 tem sido caracterizado pelo aumento de casos. O cenário geral para dengue é de 451.685 casos prováveis da doença. Sendo 65% dos casos registrados na região sudeste, principalmente pelo nas regiões de São Paulo e Minas Gerais”.

Casos de dengue, zika e chikungunya

Até a primeira quinzena de abril deste ano, foram registrados 451.685 casos prováveis de dengue no país, aumento de 339,9% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 102.681 casos.

A ocorrência, que considera a proporção de casos em relação ao número de habitantes, apresenta taxa de 216,6% casos/100 mil habitantes. O porcentual de mortes pela doença também teve aumento, de 186,3%, passando de 66 para 123 mortes.

Já em relação à zika, foram registrados 3.085 casos, com incidência de 1,5 caso/100 mil hab. No ano passado, no mesmo período, fora registrada 3.001 casos prováveis. Em 2019, não foram registrados óbitos por zika.

Além disso, foram registrados 24.120 casos de chikungunya no país, com uma ocorrência de 11,6 casos/100 mil hab. Em relação ao ano passado, foram 37.874 casos – uma redução de 36,3%. Já em relação a esse ano, não foram confirmados óbitos por chikungunya.

Ações de combate à dengue

As ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade pelo Governo Federal.

Todas as ações são organizadas e monitoradas pela Sala Nacional de coordenação e Controle para enfrentamento do Aedes, que age em conjunto com outros órgãos, como o Ministério da Educação, da Integração, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente, entre outros.

A Sala Nacional articula com as Salas Estaduais e Municipais as ações de mobilização e monitora os ciclos de visita a imóveis urbanos no Brasil.

O Ministério da Saúde também oferece continuamente aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos como, por exemplo larvicidas para o combate ao vírus, além disso há a disponibilização de veículos para fazer os fumacês, e testes diagnósticos.

No mês de janeiro e março de 2019, a pasta já enviou mais de 90 mil reações do teste Elisa para diagnóstico de dengue aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública -LACENs) estaduais. Para diagnosticar as doenças zika, chikungunya e dengue, todos os laboratórios do país estão abastecidos com o teste em Biologia Molecular.

De acordo com o Ministério da Saúde:

“Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,73 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya”.