Aprovado tratamento para tipo agressivo de linfoma

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Foi aprovado pela ANVISA o registro de um novo medicamento para tratar linfoma de células do manto (LCM).

O medicamento aprovado tem o nome comercial de Calquence (acalabrutinibe) e é indicado para pacientes adultos que já tenham iniciado o tratamento da doença de alguma outra forma.

O LCM é um tipo de câncer agressivo e raro no sistema linfático que afeta até 65 pessoas em cada 100 mil pessoas. 

Como esse medicamento age?

De acordo com a bula do remédio o CALQUENCE age inibindo a atividade de uma enzima chamada tirosina quinase de Bruton (BTK).

A BTK é responsável pela multiplicação, sobrevivência e disseminação das células, o que pode ajudar no crescimento e desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o LCM. Portanto, o uso de CALQUENCE pode ajudar na diminuição do crescimento e da propagação do câncer, além de ajudar na morte dessas células.

O tempo médio para uma resposta completa ao tratamento é de 3 a 4 meses após início.

AstraZeneca do Brasil Ltda

O medicamento será comercializado pela empresa farmacêutica AstraZeneca do Brasil Ltda. Atualmente, a empresa está entre os maiores grupos farmacêuticos do mundo.

A AstraZeneca nasceu da fusão da empresa sueca Astra AB, fundada em 1913, com o Zeneca Group PLC, do Reino Unido, cujas origens remontam a 1938.

Ambas as companhias tinham cultura pautada pela ciência e uma visão de futuro semelhante, alicerces para uma união bem-sucedida. A fusão foi anunciada em dezembro de 1998, e consolidada em meados de 1999. Desde, então, o nosso objetivo é investir na ciência para pesquisar e desenvolver medicamentos responsáveis por mudar a vida do maior número de pessoas. Contribuir para que os pacientes possam viver com mais qualidade e por muito mais tempo é a nossa maior conquista. Construímos um portfólio sólido e temos um pipeline inovador, com foco no tratamento de doenças em três principais linhas terapêuticas – Oncologia, Doenças Cardiovasculares & Metabólicas e Respiratória. A companhia também atua nas áreas autoimunidade, neurociência e infecção. Saiba mais em https://bit.ly/2IgIuHm

Resultado de testes com o medicamento

O medicamento foi aprovado após ter sua eficácia comprovada em um estudo multicêntrico de fase dois (tipo de estudo realizado de acordo com um único protocolo, em mais de um centro de ensaio), realizado com 124 pacientes com LCM recidivado (que reaparece após um período de cura) ou refratário – resistente, aquele em que não houve melhora com o tratamento anterior.

No acompanhamento de 15,2 meses, em média, 80,6% dos pacientes tiveram resposta completa ou parcial e 39,5% alcançaram resposta completa com o tratamento.

Os resultados foram publicados na revista The Lancet, em 17 de fevereiro de 2018.

Sobre a doença

O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, que é responsável por ajudar o corpo a eliminar doenças. O linfoma pode ser encontrado em qualquer parte do corpo, já que o tecido linfático está em todo corpo. O LCM é um subtipo raro do câncer, agressivo e incurável.

Normalmente os portadores da doença apresentam sintomas de aumento de gânglios linfáticos, crescimento do baço, infiltração intestinal, dentre outros.

O Linfoma de células do manto é quatro vezes mais comum entre homens e a idade média no momento do diagnóstico é de 60 anos.

Sintomas

Os sintomas de LCM normalmente incluem:

  • Febre persistente;
  • Sudoração noturna;
  • Perda de 10% ou mais de peso.
  • Gânglios linfáticos inchados em várias partes do corpo (Linfadenopatia generalizada) em 90% dos casos;
  • Baço grande e duro (esplenomegalia) em 60%
  • Fígado agrandado (hepatomegalia) em 30%
  • Fraqueza (astenia) em 20%
  • Massas palpáveis na pele, glândulas da mama e salivares em menos de 10%

Quando há a progressão da doença, podem surgir outras preocupações, como:

Tratamento

O tratamento inicial para portadores da doença em seu estágio agressivo inclui quimioterapia em combinação com o anticorpo monoclonal rituximab (Rituxan), seguido de transplante e estimulação das suas próprias células-tronco.

Prognóstico

Geralmente mais da metade dos pacientes responderem bem ao tratamento. Entretanto, o linfoma normalmente volta a aparecer um ou dois anos após a quimioterapia.

Apenas 5 a 10% dos pacientes sobrevivem mais de 10 anos após tratamento.

O tempo médio de sobrevivência é de aproximadamente 3 anos (entre 2 e 5 anos).

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