ANVISA aprova registro de nova vacina contra meningite B

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A ANVISA publicou no Diário Oficial da União (D.O.U.) o registro de mais uma vacina contra a meningite B (A única vacina até então existente no Brasil é a Bexsero).

A vacina recebeu o nome de Trumenba e é indicada para a imunização de pessoas com 10 a 25 anos de idade, cujo objetivo é prevenir doenças meningocócicas causadas pelas bactérias Neisseria meningitidis dos sorogrupos B.

De acordo com a ANVISA, a vacina está em conformidade com a RDC 55/2010, que dispõe sobre o registro de produtos biológicos.

O que são as vacinas?

As vacinas são produtos biológicos que visam proteger as pessoas de determinadas doenças.

Elas são formadas por agentes patógenos (vírus ou bactérias que causam doenças) atenuados (popularmente conhecido como o “vírus em seu estado mais lerdo”) ou mortos ou dividido em partes.

 A vacina atua estimulando uma resposta imunológica do organismo, que passa a produzir anticorpos sem ter contraído a doença, uma vez que ela está no organismo, porém “morta”.

Essa resposta imunológica se dá em razão do desenvolvimento da “memória imunológica” do corpo, o qual produz, antecipadamente, anticorpos especializados para reconhecer determinado vírus ou bactéria, caso a pessoa seja infectada por ele.

Ou seja, quando a pessoa realmente for infectada, a resposta do corpo no combate a essa doença será mais rápida e eficaz.

Bactéria Neisseria meningitidis

A bactéria Neisseria meningitidis é um patógeno humano que coloniza o trato respiratório superior, causando uma séria doença.

Em algumas situações a bactéria é capaz de invadir o hospedeiro humano, levando à bacteremia, que então se manifesta como doença invasiva – meningite, potencialmente fatal. 

Vacina para meningite no Brasil

No Brasil existem vacinas para todos tipos meningite, todavia, o sorotipo B não está disponível na rede pública (SUS) e custa aproximadamente R$ 500 a dose.

A Meningite bacteriana

A meningite bacteriana é uma infecção que provoca a inflamação do tecido que envolve o cérebro e a medula, causada, por exemplo, pelas bactérias Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Mycobacterium tuberculosis ou Haemophilus influenzae.

A meningite bacteriana tem cura, desde que a pessoa seja levada para o hospital assim que aparecer os primeiros sintomas. Caso não seja tratada corretamente, a meningite bacteriana gera risco de vida.

Como identificar a meningite?

A bactéria demora em média 4 dias para se manifestar. Após isso, os primeiros sintomas começam a aparecer. São eles:

  • Febre acima de 38º C;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dor ao virar o pescoço;
  • Manchas roxas na pele;
  • Rigidez muscular no pescoço;
  • Cansaço e apatia;
  • Sensibilidade à luz ou ao som;
  • Confusão mental.

Quando contraída por bebês, os sintomas incluem irritabilidade, choro forte, convulsões e moleira dura e tensa.

O exame laboratorial que pode identificar a presença da doença chama-se líquor cefalorraquidiano, líquido que banha o sistema nervoso. A cor do líquor indica se a meningite é por bactéria ou vírus.

No exame, é possível denominar o tipo de bactéria ou vírus que está causando meningite, afim de que seja receitado o antibiótico mais apropriado para o tratamento.

Contágio da meningite bacteriana

O contágio da meningite bacteriana acontece através do contato com gotículas de saliva da pessoa portadora da bactéria.

Em razão disso, o paciente com meningite deve evitar tossir, espirrar ou falar muito próximo de outras pessoas, bem como utilizar uma máscara facial.

Além desse tipo de contágio – de pessoa para pessoa, a meningite pode ocorrer no parto, quando o bebê é infectado pela bactéria Streptococcus, a qual pode estar na vagina da mãe, mas que não causa sintomas.

Sequelas da meningite bacteriana

As sequelas da meningite bacteriana incluem: alterações cerebrais, surdez, paralisia motora, epilepsia e dificuldade na aprendizagem.

Via de regra, somente surgem sequelas quando o tratamento não é feito de forma correta, principalmente quando a doença é contraída por pessoas idosas ou crianças.

Tratamento para meningite bacteriana

Conforme visto, a meningite é uma doença que pode ser prevenida, por meio de vacina. Quando não prevenida, a pessoa fica vulnerável ao contágio da doença

O tratamento para a meningite bacteriana deve ser feito no hospital a utilização de antibióticos.

O paciente pode ficar internado em isolamento nas primeiras 24 horas após o início do tratamento, para que a doença não seja espalhada pelo hospital. A saída da internação pode ocorrer após 14 ou 28 dias, quando ficar curada.

O tratamento com antibióticos pode começar assim que houver a suspeita de meningite e, caso os exames não atestem a suspeita, o tratamento pode ser suspendido.

Apesar da existência de vacinas, no Brasil é frequente a ocorrência de surtos comunitários ou institucionais da doença, com predominância no inverno.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), são notificados no Brasil de 3 a 4 mil casos por ano.

Em Santa Catarina, de janeiro a junho de 2017 ocorreram 350 casos de meningite, dentre ele, 24 óbitos, registrados no (SINAN) do Ministério da Saúde. Do total de casos, 22 apresentaram as formas mais graves de meningite.

 

5 COMENTÁRIOS

  1. […] A meningite viral costuma afetar crianças de até cinco anos e a forma bacteriana da doença geralmente atinge adultos na casa dos 20 anos. Na meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). Já na meningite viral a transmissão fecal-oral é de grande importância, especialmente nas infecções por enterovírus. […]

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