A portabilidade de carências, ou seja, passar de um plano para outro, surgiu em abril de 2009, a partir da Resolução Normativa nº 186, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS.

Com isso, o usuário de um plano de saúde que preencher determinados requisitos legais pode contratar um plano de outra Operadora e não ter que cumprir novos prazos de carência.

Prazo de carência

Os prazos de carência são períodos estabelecidos pela Lei nº 9.656/98 em que o novo contratante não pode fazer uso de alguns serviços da empresa de planos de saúde. Assim, o consumidor precisa aguardar um tempo determinado pela contratante para ter cobertura em consultas ou exames.

Regras gerais

Art. 3º O beneficiário de plano de contratação individual ou familiar ou coletiva por adesão, contratado após 1º de janeiro de 1999 ou adaptado à Lei nº 9656, de 1998, fica dispensado do cumprimento de novos períodos de carência e de cobertura parcial temporária na contratação de novo plano de contratação individual ou familiar ou coletivo por adesão, na mesma ou em outra operadora de plano de assistência à saúde, desde que sejam atendidos simultaneamente os seguintes requisitos: (Redação dada pela RN nº 252, de 29/04/2011).

I – estar adimplente junto à operadora do plano de origem, conforme inciso I do art. 8º;

II – possuir prazo de permanência:

  1. a) na primeira portabilidade de carências, no mínimo dois anos no plano de origem ou no mínimo três anos na hipótese de o beneficiário ter cumprido cobertura parcial temporária; ou
  2. b) nas posteriores, no mínimo dois anos de permanência no plano de origem.
  3. b) nas posteriores, no mínimo um ano de permanência no plano de origem. (Redação dada pela RN nº 252, de 29/04/2011)

III – o plano de destino estar em tipo compatível com o do plano de origem, conforme disposto no Anexo desta Resolução;

IV – a faixa de preço do plano de destino ser igual ou inferior à que se enquadra o seu plano de origem, considerada a data da assinatura da proposta de adesão; e

V – o plano de destino não estar com registro em situação “ativo com comercialização suspensa”, ou “cancelado”.

  • 1º As faixas de preço previstas no inciso IV deste artigo serão definidas em Instrução Normativa a ser expedida pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos – DIPRO e serão baseadas na Nota Técnica de Registro de Produto – NTRP e/ou em outros instrumentos a serem definidos pela referida Diretoria.
  • 2º A portabilidade de carências deve ser requerida pelo beneficiário no período compreendido entre o primeiro dia do mês de aniversário do contrato e o último dia útil do mês subsequente.
  • 2º A portabilidade de carências deve ser requerida pelo beneficiário no período compreendido entre o primeiro dia do mês de aniversário do contrato e o último dia útil do terceiro mês subsequente, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 8º desta Resolução. (Redação dada pela RN nº 252, de 29/04/2011)
  • 3º A operadora do plano de origem deve comunicar a todos os beneficiários tratados no caput a data inicial e final do período estabelecido no parágrafo 2º deste artigo, no mês anterior ao referido período, por qualquer meio que assegure a sua ciência. (Incluído pela RN nº 252, de 29/04/2011)
  • 4º O requisito previsto na alínea “a” do inciso II deste artigo não será exigível do beneficiário que for inscrito no plano de origem na forma da alínea “b” do inciso III do artigo 12, da Lei nº 9.656, de 1998. (Incluído pela RN nº 252, de 29/04/2011)
  • 5º Quando da adesão do beneficiário em novo contrato com uma operadora com proposta autorizada via oferta pública das referências operacionais e do cadastro de beneficiários, deverá ser observado o prazo da alínea “b” do inciso II deste artigo para exercício de portabilidades posteriores. (Acrescentado pela RN nº 384, de 04/09/2015)

Como realizar a portabilidade de carência?

  • O consumidor deve acessar o site da ANS: ans.gov.br;
  • Procurar por “Espaço do Consumidor” e depois por “Faça portabilidade”;
  • Após isso o usuário precisa preencher todos os dados necessários de registro, e informações da contratação.

Para as opções de contratação de planos coletivos por adesão, o beneficiário deve ter vínculo com a associação ou entidade de classe contratante do plano de saúde.