A dona da Perdigão – BRF anunciou, no dia 13/02, o recolhimento de aproximadamente 164,7 toneladas de frango devido ao risco de contaminação pela bactéria Salmonella.

As carnes são cortes congelados de coxas e sobrecoxas, meio peito sem osso e sem pele, filezinho (sassami), miúdos/coração e filé de peito.

De acordo com a empresa, também serão recolhidas 299,6 toneladas de carne de frango destinadas à exportação.  Toda a carne a ser recolhida saiu de sua unidade em Dourados, no Mato Grosso do Sul.

A BRF afirmou que “apenas uma parte dos lotes incluídos no recall teve resultado positivo” para a bactéria, mas que, por precaução, decidiu recolher todos os lotes.

“Caso os alimentos não sejam completamente fritos, cozidos ou assados e manuseados conforme instruções de uso nas embalagens, a Salmonella enteritidis representa risco à saúde, podendo causar infecção gastrointestinal, cujos sintomas mais comuns são: dores abdominais, diarreia, febre e vômito”, informou a empresa.

A empresa criou uma página na internet com orientações ao consumidor.

Os produtos foram comercializados nos estados do Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A Salmonella

Conhecida por ser a maior responsável por quadros de intoxicação alimentar, a salmonella um tipo de bactéria transmitida pela ingestão de alimentos crus, como carnes, especialmente de aves, leite não pasteurizado e ovos contaminados por fezes.

A Salmonella é uma bactéria que possui duas espécies capazes de causar doenças em humanos: S. enterica e S. bongori.

A Salmonella enterica, é composta por seis subespécies (S. enterica subsp. entérica, S. enterica subsp. salamae, S. enterica subsp. arizonae, S. enterica subsp. diarizonae, S. enterica subsp houtenae,  S. enterica subsp. indica) e tem maior relevância para saúde pública.

A bactéria, quando transmitida ao ser humano, causa uma infecção chamada salmonelose. A Salmonella se espalha de forma rápida quando as condições de higiene são precárias.

Sintomas e tratamento

Os sintomas da salmonelose variam de acordo com a intensidade e quantidade de alimento contaminado, bem como o nível de degradação do produto consumido.

Geralmente a doença permanece por um período limitado e determinado de tempo, razão pela qual o tratamento dos sintomas pode ser feito em casa.

Os sintomas mais comuns são vômito, diarreia, dor abdominal e febre.

Todavia, em alguns casos, os sintomas persistem por mais de três dias, situações nas quais Ministério da Saúde recomenda que a pessoa infectada procure uma unidade de saúde. Nesses casos mais graves, o paciente pode sentir dor de cabeça e calafrios, dor nas articulações, dificuldade em urinar, inflamação nos olhos e artrite.

O uso de antibióticos é recomendado pelo ministério apenas quando as bactérias contaminam outros órgãos e se espalham pela corrente sanguínea. Isso porque o uso indevido de antibióticos pode criar cepas resistentes, tornando o tratamento ineficaz.

Quando são constatados vários casos de infecção por salmonela em um mesmo estabelecimento, a Vigilância Sanitária local deve ser contatada.

Como é feito o diagnóstico da infecção por Salmonella?

A identificação da Salmonella é feita a partir do isolamento da bactéria nas fezes, no vômito, ou em amostras dos alimentos suspeitos consumidos. As fezes devem ser coletadas antes do tratamento com antibióticos.

Depois de diagnosticada a doença, o médico pode indicar o tratamento mais adequado, conforme cada caso. O exame de fezes é fundamental pois ajuda o médico a identificar a bactéria que está causando o problema, selecionando o melhor antibiótico para eliminá-la.

Como evitar a contaminação

A salmonela é eliminada dos alimentos quando cozidos, fritos ou assados completamente.

Assim, os maiores cuidados para impedir a intoxicação pela bactéria, são voltados para o consumo de alimentos crus.

Veja as principais recomendações do Ministério da Saúde para evitar a salmonelose:

  • Lave as mãos antes, durante e depois de manipular ou consumir alimentos.
  • Higienize vegetais deixando-os mergulhados em um litro de água com hipoclorito de sódio ou uma colher de chá de água sanitária.
  • Ovos e carnes – especialmente as de aves, mais sujeitas à contaminação – devem ser bem cozidos ou assados.
  • Prefira consumir leite pasteurizado ou fervido ao invés de leite cru.
  • Descongele carnes aos poucos, na geladeira, antes do preparo.
  • Lave bem utensílios de cozinha usados na preparação de carnes cruas e não deixe que eles entrem em contato com alimentos já prontos.
  • Mantenha ovos sempre sob refrigeração.