O Ministério da Saúde divulgou uma nota, na quinta-feira, dia 14/02, recomendando que viajantes e a população das regiões Sul e Sudeste se vacine contra a febre amarela.

Entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 36 casos de febre amarela em humanos em 11 cidades do Brasil. A maioria dos casos foi registrado em São Paulo e dois no Paraná. 

Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

A vacina deve ser tomada ao menos 10 dias antes da viagem em pessoas que forem visitar os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo.

O que é Febre amarela?

A Febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida por mosquitos.

A febre amarela pertence à classificação das arboviroses, e é considerada aguda e hemorrágica.

Tem esse nome, pois deixa o corpo amarelo com de hemorragia em diversos graus.

Como a febre amarela é transmitida?

A febre amarela é transmitida principalmente pelo Aedes aegypti – em áreas urbanas e o Haemagogus, quando em áreas rurais.

O mosquito é infectado ao picar uma pessoa ou animal com a doença e passa a transmiti-la para quem ele picar.

A doença apresenta duas formas:

  • Febre amarela silvestre: os mosquitos destas regiões se infectam picando primatas com a doença e podem transmitir a um humano que visite o local.
  • Febre amarela urbana: em que um humano infectado anteriormente pela febre amarela silvestre a transmite para mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti.

Geralmente a doença somente causa sintomas em pessoas que nunca a tiveram ou que nunca tomaram a vacina contra febre amarela.

Sintomas de Febre amarela

Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares em todo o corpo, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas e vômito, olhos, face ou língua avermelhada, fotofobia, fadiga e fraqueza.

Na fase aguda da doença os sintomas podem durar entre três e quatro dias e passam sozinhos.

No entanto, existe ainda a chamada fase tóxica, em que algumas pessoas podem desenvolver sintomas mais graves cerca de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples.

Nessa fase, o vírus pode atingir diversos órgãos e sistemas, mas principalmente o fígado e rins.

Dependendo do dano causado no organismo, esta fase da febre amarela pode levar a morte no intervalo entre sete e dez dias.

Diagnóstico de Febre amarela

O diagnóstico da febre amarela é feito com base nos sintomas, histórico médico e de possível exposição a mosquitos infectados. A presença do vírus pode ser identificada em um exame de sangue ou de anticorpos.

Tratamento de Febre amarela

Não existem tratamentos médicos específicos para a cura da febre amarela. Normalmente, o tratamento gira em torno dos sintomas da doença e, em casos mais graves, é realizado o atendimento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para controlar eventuais complicações.

Vacina contra a febre amarela

A vacina tem por objetivo estimular o organismo a produzir a sua própria proteção contra a febre amarela e é feita a partir do vírus atenuado.

O efeito esperado ocorre a partir de 10 dias após a pessoa ter tomado a vacina e garante imunidade por pelo menos 10 anos.

A vacinação é considerada pela OMS a melhor forma de prevenir a febre amarela. É preciso que ao menos 80% da população seja imunizada contra um vírus para prevenir a doença em determinada região.

Como evitar a febre amarela

  • Evite água parada: a água suja parada em piscinas, vasos, calhas e pneus contribuem para criação dos pernilongos. Por isso, é importante fazer a limpeza desses locais com frequência e colocar areia nos vasos de plantas
  • Evite locais sem saneamento básico: como o mosquito pode se proliferar em água suja, regiões sem saneamento básica sofrem mais risco de contaminação. Por isso, cobre do governo local o acesso ao saneamento básico
  • Coloque tela nas janelas: Colocar telas em portas e janelas ajuda a proteger sua família contra o mosquito. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção
  • Seja consciente com seu lixo: Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas
  • Uso de inseticidas e larvicidas: Tanto os larvicidas quanto os inseticidas distribuídos aos estados e municípios pela Secretaria de Vigilância em Saúde têm eficácia comprovada, sendo preconizados por um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde. Os larvicidas servem para matar as larvas do mosquito
  • Uso de repelente: O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método importante para se proteger contra a as doenças transmitidas pelo Aedes. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Os repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

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