Crianças e tecnologia – Quais as consequências do uso prolongado de eletrônicos?

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Crianças e adolescentes que passam mais tempo utilizando celulares, tablets e computadores apresentam comportamento antissocial e estão predispostos a desenvolverem doenças como depressão e ansiedade, apontam estudos.

Torna-se cada vez mais comum presenciarmos cenas em que uma mãe ou um pai busca distrair e prender a atenção das crianças por meio de vídeos e jogos on-line. Tal prática se tornou frequente dada a constante correria do dia-a-dia.

Entretanto, tal caminho de longe é o mais recomendado, tendo em vista que, devido a isso, crianças estão tendo acesso às redes cada vez mais cedo às redes superando, assim, a idade e o tempo recomendados por especialistas para a utilização dos aparelhos eletrônicos. De acordo com um estudo publicado recentemente no The Lancet Child & Adolescent Health, usar dispositivos eletrônicos por mais de duas horas diárias prejudica o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Os problemas:

Assim, o estudo revelou que o período de uma hora gasta diariamente nos aparelhos pelas crianças, leva ao surgimento de certos problemas, tais como:

Menos curiosidade;

Menor autocontrole;

Dificuldade para dormir;

Depressão;

Menos estabilidade emocional; e

Maior incapacidade de terminar tarefas.

Além disso, crianças que passam muito tempo nos aparelhos eletrônicos, possuem tendências a se tornarem adultos sedentários propensos a desencadear uma série de doenças crônicas tais como:

Diabetes;

Doenças cardiovasculares;

Obesidade.

O que os especialistas recomendam:

Dado ao problema enfrentado atualmente quando o assunto é criança e tecnologia, a Associação Americana do Coração (AHA, em inglês) recomenda que os pais limitem o tempo de uso destes dispositivos para que seus filhos aproveitem o tempo livre para praticar brincadeiras mais saudáveis e mantenham contato com outras crianças.

Para a Associação o tempo diário gasto no uso de aparelhos eletrônicos por crianças deve ser de, no máximo, 2 horas para crianças e adolescentes entre 8 e 18 anos, e de 1 hora para crianças menores, de 2 a 5 anos. Já para as crianças menores de 2 anos de idade, a Associação recomenda que essas não façam uso de aparelhos eletrônicos.

Como solução para manter crianças e adolescentes menos horas nos eletrônicos e até mesmo distantes, recomenda-se o desenvolvimento de atividades recreativas durante o dia, que os levem a interagir com outras pessoas e os condicionem ao movimento.

Passeios ao parque, andar de bicicleta e até mesmo uma caminhada pela vizinhança trarão grandes benefícios no presente e, principalmente, no futuro dos jovens.

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