Plano de saúde: desemprego faz usuários imigrarem para o SUS

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Segundo dados da ANS, nos últimos cinco anos, 2,7 milhões de pessoas deixaram de ter plano de saúde no Brasil. Esse efeito se justifica devido ao desemprego, de acordo com os estudos, agora quando as pessoas precisam de atendimento, os posts de saúde e hospitais públicos são a opção de 81,4%.

Sobrevida menor dos planos de saúde

O desemprego acaba se tornando o principal motivo para a desistência do plano de saúde. Segundo a pesquisa, os entrevistados cancelaram porque saíram da empresa que pagava pelo o plano de saúde, ou porque precisavam cortar os gastos, e, por motivo da perda do próprio emprego.

O professor do Ibmec Felipe Leroy, opinou sobre o assunto:

“As famílias já não têm mais condições de pagar planos de saúde, e o SUS fica sobrecarregado. Ao mesmo tempo, não conseguem ir ao médico com a mesma frequência e não fazer um atendimento preventivo.  Também já não têm mais dinheiro para manter uma alimentação saudável, e isso reduz a qualidade de vida. Com tudo isso, a sobrevida, que é o tempo que a pessoa vive em média aos a aposentadoria, vai diminuir”, avalia o economista.

O professor Leroy destaca ainda que o movimento contraditório da falta de dinheiro para a prevenção, que irá mudar o sistema de atendimento, fortalecendo o nicho das clínicas populares.

“A maioria das clínicas depende das operadoras. Com a queda dos beneficiários de planos saúde, a receita cai, e o modelo de negócio mais promissor é cobrar preços mais acessíveis por consultas”, ressalta o professor.

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