O programa de Guilherme Boulos se volta à defesa do SUS, fala em dar continuidade à Reforma Psiquiátrica e propõe medidas específicas para mulheres, negros e população LGBT nos serviços de saúde.

SUS

Guilherme Boulos, em entrevistas, deixa claro que deseja revogar a EC 95, emenda esta que diz respeito ao subfinanciamento crônico do SUS. Ainda propõe radicalizar a universalização do acesso a ações e serviços públicos de saúde através do SUS, garantindo a integralidade e equidade.

Segundo o candidato Guilherme Boulos, o objetivo é tornar o sistema público atraente até para os que “hoje sofrem, reféns dos planos de saúde”

Enormes Filas

O candidato do PSOL, fala em estabelecer um teto de espera para consultas e cirurgias, usando recursos públicos para pagar serviços na rede privada, quando necessário, e se autorizado pela rede local.

Saúde Mental

Guilherme Boulos fala em dar continuidade ao processo de substituição dos hospitais psiquiátricos por uma rede de atenção psicossocial e comunitária que foi paralisado por políticas que apostaram em métodos conservadores e na contramão das experiências internacionais, como as comunidades terapêuticas.

Drogas

O candidato do PSOL propõe estabelecer a redução de Danos como principal diretriz para o tratamento de usuário de drogas, ainda afirma que trazer a política sobre drogas para o campo da saúde é necessário e urgente.

Legalização das drogas

Décadas de proibição não tiveram nenhum efeito positivo sobre a violência. Hoje temos mais drogas em circulação e mais mortes relacionadas ao comércio do que ao consumo. Morre o varejista, não quem lucra num dos maiores negócios do mundo. Quer enfraquecer o tráfico? Regulamente, legalize!” Guilherme Boulos.

Mulheres, negros e LGBT

A esses três grupos da população, o candidato faz propostas específicas no campo da saúde. Aos negros, sugere garantir o financiamento e implementar de fato a ‘Política Nacional de Saúde Integral da População Negra’, criada em 2009, ‘com a incorporação desta temática nos cursos de graduação de saúde’, visando também o ‘enfrentamento às doenças com maior incidência na população negra’.

As mulheres, fala em implementar de fato a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, de 2004; defender direitos reprodutivos, o parto humanizado e combater a violência obstétrica ‘quase sempre destinada às mulheres pobres e não brancas’. Além de ‘programas de educação sexual, de prevenção da DST/AIDS e planejamento familiar’, o programa diz que ‘a descriminalização e legalização do aborto de forma segura e gratuita é uma das pautas a serem defendidas como condição de vida das mulheres cis e homens trans em nosso país’.

Quanto à população LGBTI, cita problemas como atendimento pouco adequado e profissionais despreparados, desmantelamento de políticas de prevenção de Aids ‘por pressão dos fundamentalistas religiosos’ ou ainda baixa cobertura e demora para realização do ‘processo transexualizador’. Assim, entre outras coisas, propõe a promoção da completa despatologização das identidades LGBTI, fim ‘das intervenções corporais indevidas em pessoas intersexo’, e das ‘internações forçadas e dos tratamentos anticientíficos para a mal chamada ‘cura gay’’.

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Fonte:http://www.tre-sp.jus.br/