O candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, do PSL foi o segundo entrevistado do Jornal Nacional, da TV Globo, e do Jornal das Dez, da GloboNews, na última terça-feira dia 28. E ao analisar as declarações do candidato, foi feito um levantamento de quais declarações são verdadeiras ou falsas na área da saúde.

Confira as declarações:

“Meninas entre 10 a 19 anos são responsáveis por 20% dos partos no Brasil”

Essa declaração é verdadeira.

O Ministério da Saúde, realizou uma pesquisa denominada “Saúde Brasil”, levantando dados do Sinasc (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), dados estes referentes ao ano de 2015. Os dados mostram uma taxa de nascidos vivos de jovens entre 10 e 19 anos e todo o país sendo que o número representa 18%, dado aproximado da declaração trazida pelo candidato Jair Bolsonaro na entrevista. De acordo com esse estudo, divulgado em maio de 2017, o Nordeste é a região do país que registra a maior taxa de nascidos vivos de jovens menores de 20 anos (32%), enquanto o Centro-Oeste contabiliza a menor taxa (8%).

“Temos aproximadamente 10 mil [médicos] cubanos no Brasil”

A declaração é verdadeira.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente 8.557 médicos cubanos atuam no país por meio do programa Mais Médicos, esse número representa um percentual de 47% dos profissionais que participam da iniciativa. O número de brasileiros que integram o programa é apenas um pouco menor: são 8.459 médicos formados no Brasil ou no exterior.

“Estavam discutindo ali, comemorando o lançamento de um material para combater a homofobia, que passou a ser conhecido como ‘kit gay’. Entre esse material, estava esse livro [Aparelho Sexual e Cia – Um guia inusitado para crianças descoladas]. Se bem que na biblioteca das escolas públicas tem”

A declaração é falsa.

Assunto sempre levantado pelo candidato trata-se de uma declaração falsa. Trata-se de um livro chamado “Aparelho Sexual e Cia – Um guia inusitado para crianças descoladas”, do suíço Phillipe Chappuis, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, entretanto o livro não fez parte do projeto conhecido como “kit gay”.

O tal “kit” fazia parte do projeto levantado pelo governo federal em 2004, levando o nome de  “Escola sem Homofobia”, que por sua vez estava dentro de um grande projeto denominado programa Brasil sem Homofobia. É válido ressaltar que o kit era voltado para a formação de educadores, e não tinha previsão de distribuição do material para alunos. O programa não chegou a ser colocado em prática.

Outra ressalva, o Ministério da Educação (MEC) afirma que: não produziu, comprou, distribuiu e que ele não fez parte do Programa Nacional do Livro Didático. Entretanto, as redes estadual e municipal de ensino podem adotar outros livros que acharem convenientes, de forma independente, sem consultar o ministério.

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